Analises como essa do professor Marcus Figueiredo do IUPERJ tem sido uma raridade no atual momento politico da luta eleitoral para a presidencia. Transcrevo aqui no blog os trechos de seu artigo que mostra suas considerações a partir da leitura que fez do resultado das pesquisas realizadas pelos principais institutos do país. Uma analise como a dele, nesses tempos ainda de paixões exarcerbadas, que procura mostrar com objetividade os dados da realidade e procura compreender as tendencias reveladas por esses dados é como apontei acima uma raridade. Vale a pena ler e refletir sobre o que ele considera relevante no atual processo de disputa.
MFVMotta
"Quem for identificado como o pai dos bons indicadores sociais e econômicos que temos hoje ganhará a disputa"
Marcus Figueiredo, especial para o iG 25/04/2010 07:56
"A eleição presidencial que se avizinha tem algumas características importantes. É a primeira pós-88 sem a presença de Lula como candidato. Desde 1989, Lula se apresentou como oposição à hegemonia liberal-conservadora que sempre governou o país, com o interregno do Presidente João Goulart, 1962-64.
Os dois mandatos do presidente Lula que se encaminham para terminar deixarão como legado um ciclo virtuoso com forte viés nacionalista-desenvolvimentista mais à feição da social-democracia do tipo europeia, diferenciando-se drasticamente do período getulista (nos dois mandatos) e do regime militar, por terem sido altamente conservadores. O que lhe dá esta marca, mais à esquerda, são o viés em favor das classes mais baixas através das políticas de desenvolvimento social e uma política econômica de rígido controle monetário, para o controle da inflação, da mesma forma que caracterizou os partidos sociais-democráticos europeus. Por esta razão Lula mantém recorde de popularidade e o PT tornou-se o mais preferido junto ao eleitorado, independentemente de seus seguidores terem consciência ideológica desta natureza.
Mais do que uma conversão ideológica, os “descamisados” que votaram em Collor, contra os “marajás”, e depois em Fernando Henrique Cardoso, pela estabilidade econômica com o Real, em 2006 votaram em Lula, pelo crescimento econômico e pela ascensão social – leia-se queda na taxa de desigualdade.
Neste clima de otimismo o eleitorado vem declarando nas pesquisas sua preferência em votar na continuidade, onde mais de 50% já declararam estar disposto a votar em um candidato apoiado pelo presidente Lula. Ainda não está claro para o eleitorado qual ou quais candidatos representam a continuidade, posto que em nenhuma das 20 pesquisas já publicadas, desde fevereiro de 2008, nenhuma delas fez a pergunta, simples: quem representa a continuidade?
Esta questão no cenário político-eleitoral é de fundamental importância. Estando o clima de opinião centrado na continuidade o discurso da mudança não tem chance de cativar a maioria dos eleitores. Da mesma forma que em 2002, o clima de opinião era pela mudança a continuidade, de FHC, não teve chance. Naquela eleição, José Serra terminou com 38% dos votos, apesar de em sua propaganda ter centrado seu discurso na mudança ele era identificado pelo eleitorado como representante da continuidade de FHC.
A terceira característica dessa eleição está, neste momento eleitoral, na alta taxa de competição política entre as candidaturas de Serra e Dilma, mais do que na competição eleitoral propriamente dita, o que mostrarei mais adiante.
Desde fevereiro de 2008 e durante todo o ano de 2009 os nomes de ambos fazem parte das pesquisas e do noticiário político como “virtuais” candidatos. Esta confirmação deu-se ao final de março quando ambos se descompatilizaram de suas funções executivas para se candidatarem, como manda a lei.
A partir do momento em que Lula apresentou Dilma como sua candidata o PSDB movimentou-se em torno dos nomes de Serra e Aécio. As disputas políticas tanto no PT quanto no PSDB foi intensa e a disputa ente os dois partidos, também intensa, produziram farto material no noticiário político, tendo seu ponto alto, ao final de 2009, quando Fernando Henrique desafiou Lula para o confronto entre os dois governos. Desafio aceito por Lula. Este confronto aberto virá mais adiante, depois de junho quando as candidaturas estiverem oficializadas perante o TSE. Por enquanto este confronto está no âmbito do noticiário político e em poucos eventos, como os dos lançamentos oficiosos das duas candidaturas ao final de março.
Apesar disto, já é perfeitamente fácil de identificar a natureza política dos dois discursos que estarão em disputa.
A candidatura de Dilma já construiu seu discurso pela continuidade, que é bem simples: o que está ótimo deve continuar (o governo Lula) – acrescentar a frase “mais e melhor” é pura retórica. O discurso da candidatura Serra segue raciocínio quase idêntico: o ciclo virtuoso durante o governo Lula só foi possível devido à herança do governo FHC, portanto o governo Lula passa a ser o “filho bastardo” que nega a herança. Acrescentar a frase “mais e melhor” a este ciclo virtuoso é pura retórica.
Ambos os argumentos sustentam a continuidade como prospecto político, a divergência está na fonte geradora do ciclo virtuoso, ou seja, quem é o pai do sucesso. Quem for identificado como o pai do sucesso, isto é, dos bons indicadores sociais e econômicos que temos hoje ganhará a eleição.
Comparando com as máximas das eleições americanas temos: nos Estados Unidos, o sucesso na economia e na guerra garante a eleição; entre nós, as máximas estabelecidas pelas eleições de FHC e Lula foram o sucesso na economia e na ascensão social. A eleição de Collor teve um efeito extraordinariamente excelente: para os “descamisados” os “salvadores da pátria” não têm mais vez, são pura empulhação.
Eleitoralmente, comparando as pesquisas mais recentes – da Sensus, do Datafolha e Ibope, podemos observar que as intenções de voto apuradas indicam uma situação de tendências ao empate técnico entre Dilma e Serra. "
Neste momento político as variações apontadas pelos diferentes institutos só servem para gerar manchetes e reportagens jornalísticas, pois o eleitorado entrou na fase crítica de “ponto de espera”: um terço está com Serra, outro terço com Dilma e outro terço disponível.
Como se diz no jargão dos pesquiseiros, “o jacaré ainda não fechou a boca”. Se as simulações estatísticas aqui demonstradas valem alguma coisa para projetar cenários futuros, estes apontam uma ligeira tendência a favor da candidatura Dilma, posto que ela tem, a demais, do seu lado o presidente Lula e os fundamentos do ciclo virtuoso que experimentos – a economia e o desenvolvimento social.
Marcus Figueiredo é professor adjunto do IUPERJ - Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro
domingo, 25 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Ciro Gomes
Hoje o noticiario politico esta carregando de frases e informações sobre a desistencia de Ciro Gomes de sua candidatura a presidencia. Até agora não entendi o que aconteceu. Na minha avaliação ele acenou que seria candidato ao governo de São Paulo no momento em que transferiu seu titulo para aquele Estado. Ainda que reafirmasse que seria candidato a presidencia não fechou as portas para uma possivel candidatura ao governo de São Paulo. Como continuou a so bater no cravo e esqueceu de bater na ferradura sua possibilidade de sair candidato por São Paulo acabou ficando, pelo menos até agora, inviabilizada.
Certamente seria ele o unico candidato com uma retórica capaz de enfrentar os tucanos de alta plumagem encastelados no governo de São Paulo. Sem uma liderança de massa em São Paulo capaz de elaborar um discurso de enfrentamento aos tucanos paulistas o PT vai enfrentar dificuldades para disputar o governo do estado e ampliar o palanque de Dilma.
Com a saida de Ciro da corrida presidencial o desenho da nuvem da politica brasileira vai tomando o formato plebiscitario antevisto pelo presidente Lula.
Certamente seria ele o unico candidato com uma retórica capaz de enfrentar os tucanos de alta plumagem encastelados no governo de São Paulo. Sem uma liderança de massa em São Paulo capaz de elaborar um discurso de enfrentamento aos tucanos paulistas o PT vai enfrentar dificuldades para disputar o governo do estado e ampliar o palanque de Dilma.
Com a saida de Ciro da corrida presidencial o desenho da nuvem da politica brasileira vai tomando o formato plebiscitario antevisto pelo presidente Lula.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
VESPERAS
Começou a temporada de escandalos estourando no colo de governistas. Em Mato Grosso insinua-se mais uma vez que Valdebram Padilha age sob o comando de Abicalil, Alexandre Cesar e agora tambem de Silval Barbosa, no recente escandalo da FUNASA. Essa de considerar que todos os governos tem seu mar de lama é uma tradição da cultura politica brasileira de oposição. Da UDN lacerdista ao PT de Lula em todas as vesperas de eleições mergulhava-se adversarios e desafetos no mar de lama da corrupção politica e economica.
MFVMotta
MFVMotta
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Sub Tucano
Essas declarações de Freire a Karol Garcia e a nota de Antonio Carlos Maximo reforçam o que provavelmente deverá ser o caminho do PPS em MT. Com certeza vão estar no palanque de Serra e na provincia qualquer amor vale a pena. Até as convenções tem muito chão a ser percorrido.
Freire insiste em PPS junto com PSDB
Da Agência Pauta Pronta
Defensor da dobradinha “Serra-Aécio” para a disputa presidencial deste ano, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, afirmou em entrevista, via microblog Twitter, nesta quinta-feira que a tendência do PPS apoiar a candidatura do tucano Wilson Santos, prefeito de Cuiabá, na disputa ao Governo do Estado Mato Grosso tem crescido em função do apoio em âmbito nacional do PPS ao PSDB.
“Existe essa tendência, mas não creio que esteja decidida essa aliança com o Wilson Santos”, postou Freire quando questionado sobre linha a ser adotado pelos socialistas em Mato Grosso.
Atualmente existem duas correntes dentro do PPS, uma que defende Santos ou que prefere caminhar com Mauro Mendes, presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso e pré-candidato pelo PSB. Inclusive, o presidente do PPS no Estado, deputado estadual Percival Muniz, foi quem praticamente lançou a candidatura de Mendes.
Por meio do Twitter, Freire é um dos que mais distribui o manifesto pela chapa Serra/Aécio, encabeçado pelo poeta Ferreira Gullar. Com isso, de acordo com Freire, será natural em Mato Grosso o apoio socialista ao tucano, caso se confirme a candidatura de Wilson Santos ao Governo do Estado, já que o prefeito de Cuiabá tem disputado espaço com o senador democrata Jayme Campos.
O manifesto enaltece sobremaneira os governadores de São Paulo e Minas Gerais, José Serra e Aécio neves, respectivamente, apontando que “nos cargos públicos que ocuparam, e ao longo dos anos, deram demonstração de competência, vocação pública e de compromisso com mudanças. Para dirigir o Brasil não precisam apresentar credenciais, já estão prontos, pois são o resultado do que tem de melhor a experiência política nacional nos últimos 20 anos”.
Ainda conforme o Manifesto, a chapa “também simbolizaria a união de dois grandes estados - São Paulo e Minas Gerais - para a construção de um novo pacto federativo, reclamado pelas regiões e demais estados brasileiros”.
Karol Garcia
Freire insiste em PPS junto com PSDB
Da Agência Pauta Pronta
Defensor da dobradinha “Serra-Aécio” para a disputa presidencial deste ano, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, afirmou em entrevista, via microblog Twitter, nesta quinta-feira que a tendência do PPS apoiar a candidatura do tucano Wilson Santos, prefeito de Cuiabá, na disputa ao Governo do Estado Mato Grosso tem crescido em função do apoio em âmbito nacional do PPS ao PSDB.
“Existe essa tendência, mas não creio que esteja decidida essa aliança com o Wilson Santos”, postou Freire quando questionado sobre linha a ser adotado pelos socialistas em Mato Grosso.
Atualmente existem duas correntes dentro do PPS, uma que defende Santos ou que prefere caminhar com Mauro Mendes, presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso e pré-candidato pelo PSB. Inclusive, o presidente do PPS no Estado, deputado estadual Percival Muniz, foi quem praticamente lançou a candidatura de Mendes.
Por meio do Twitter, Freire é um dos que mais distribui o manifesto pela chapa Serra/Aécio, encabeçado pelo poeta Ferreira Gullar. Com isso, de acordo com Freire, será natural em Mato Grosso o apoio socialista ao tucano, caso se confirme a candidatura de Wilson Santos ao Governo do Estado, já que o prefeito de Cuiabá tem disputado espaço com o senador democrata Jayme Campos.
O manifesto enaltece sobremaneira os governadores de São Paulo e Minas Gerais, José Serra e Aécio neves, respectivamente, apontando que “nos cargos públicos que ocuparam, e ao longo dos anos, deram demonstração de competência, vocação pública e de compromisso com mudanças. Para dirigir o Brasil não precisam apresentar credenciais, já estão prontos, pois são o resultado do que tem de melhor a experiência política nacional nos últimos 20 anos”.
Ainda conforme o Manifesto, a chapa “também simbolizaria a união de dois grandes estados - São Paulo e Minas Gerais - para a construção de um novo pacto federativo, reclamado pelas regiões e demais estados brasileiros”.
Karol Garcia
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Padrão Etico
"...fica em xeque o padrão ético de militantes de esquerda que desembarcaram em Brasília em 2003 para salvar o país."
Essa frase pinçada do editorial do jornal O Globo do dia 25/02/2010 expressa o que considero como a face mais perversa e cretina do pensamento consevador brasileiro. Nela está contida, quase que explicitamente, a ideia de que os militantes de esquerda formam um bloco homogeneo com um proposito politico tambem homogeneo. Impermeavel e consistente como uma rocha dura. Um bloco monolitico sem contradições. É verdade que parte significativa da esquerda participa de uma concepção messianica, salvacionista da sociedade. Será que existia mesmo essa expectativa de que um governo de esquerda poderia salvar o pais. Isso para alem da retorica e do entusiamo do momento da vitoria. Quem com um minimo de lucidez ousaria imaginar que um governo de esquerda seria formado por uma legião de homens e mulheres acima do bem e do mal, compondo um padrão etico que "salvasse" o pais. É melhor acreditar em contos de fada.
Essa frase pinçada do editorial do jornal O Globo do dia 25/02/2010 expressa o que considero como a face mais perversa e cretina do pensamento consevador brasileiro. Nela está contida, quase que explicitamente, a ideia de que os militantes de esquerda formam um bloco homogeneo com um proposito politico tambem homogeneo. Impermeavel e consistente como uma rocha dura. Um bloco monolitico sem contradições. É verdade que parte significativa da esquerda participa de uma concepção messianica, salvacionista da sociedade. Será que existia mesmo essa expectativa de que um governo de esquerda poderia salvar o pais. Isso para alem da retorica e do entusiamo do momento da vitoria. Quem com um minimo de lucidez ousaria imaginar que um governo de esquerda seria formado por uma legião de homens e mulheres acima do bem e do mal, compondo um padrão etico que "salvasse" o pais. É melhor acreditar em contos de fada.
Ciro vai disputar o governo de São Paulo
Por essas declarações reproduzidas abaixo é pouco provavel que Ciro não vá disputar o governo de São Paulo. O argumento de que sua candidatura pode ser uma exigencia do projeto nacional é simplesmente irretocavel. E não tenho duvida se de fato se consolidar essa aliança de 11 partidos ele terá tempo de televisão, militancia e apoio politico o suficiente para fazer um estrago na hegemonia eleitoral do PSDB paulista. Pode até ser que não seja eleito mas seguramente a disputa em São Paulo tomará um rumo imprevisivel.
Manoel F V Motta
Enviado por Severino Motta -
do blogdonoblat
24.2.2010
13h31m
Ciro admite desafio de disputar governo de SP
Da Reuters/Brasil Online, em O Globo:
O deputado Ciro Gomes (PSB) afirmou nesta quarta-feira, pela primeira vez de forma enfática, que poderá concorrer ao governo de São Paulo, apesar de manter sua disposição de disputar a Presidência da República.
"De repente, o projeto nacional que o presidente Lula representa precisaria ter como uma engrenagem modesta que eu aceitasse esse desafio (de disputar São Paulo). Nesse caso, a serviço do Brasil, a serviço dessa fração de São Paulo, eu não titubearia em ir", afirmou Ciro a jornalistas.
Ele ponderou, no enquanto, que um cenário em que seja forçado a concorrer em São Paulo é "quase impossível" e um "exagero".
As declarações foram feitas após reunião com dirigentes de partidos da base aliada do governo convocada para discutir seu futuro político. Representantes de PT, PDT, PCdoB e do PSB paulista disseram a Ciro que uma aliança potencial de 11 legendas poderia sustentar sua eventual candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
Manoel F V Motta
Enviado por Severino Motta -
do blogdonoblat
24.2.2010
13h31m
Ciro admite desafio de disputar governo de SP
Da Reuters/Brasil Online, em O Globo:
O deputado Ciro Gomes (PSB) afirmou nesta quarta-feira, pela primeira vez de forma enfática, que poderá concorrer ao governo de São Paulo, apesar de manter sua disposição de disputar a Presidência da República.
"De repente, o projeto nacional que o presidente Lula representa precisaria ter como uma engrenagem modesta que eu aceitasse esse desafio (de disputar São Paulo). Nesse caso, a serviço do Brasil, a serviço dessa fração de São Paulo, eu não titubearia em ir", afirmou Ciro a jornalistas.
Ele ponderou, no enquanto, que um cenário em que seja forçado a concorrer em São Paulo é "quase impossível" e um "exagero".
As declarações foram feitas após reunião com dirigentes de partidos da base aliada do governo convocada para discutir seu futuro político. Representantes de PT, PDT, PCdoB e do PSB paulista disseram a Ciro que uma aliança potencial de 11 legendas poderia sustentar sua eventual candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Um discurso para a História
O discurso de Lula na comemoração dos trinta anos do Partido dos Trabalhadores merece tratamento de documento historico. Sua evolução e consolidação como liderança democratica e popular dessacraliza a organização do qual é um dos fundadores e faz avançar um projeto de governo que articula diferentes forças sociais e politicas.
Quem como eu viveu os anos da ditadura respeita e valoriza e muito sua passagem pelo governo
Do Blog do Noblat
Enviado por Severino Motta -
19.2.2010
22h26m
Lula: Quem quis acabar com PT, hoje está se acabando
Em seu discurso nesta noite, no 4° Congresso Nacional do PT, Lula lembrou os 30 anos do partido e disse que em momento como o de 2005, quando estourou a crise do mensalão, muitos tentaram acabar com a sigla, mas, hoje, são os críticos que estão se acabando.
“Até compreendo o ódio de alguns que tem do PT. Diziam: Vamos acabar com essa raça, com esse bando. E aqueles que queriam acabar estão quase acabando”, disse Lula, acrescentando que ninguém acaba com um partido que “fincou raízes indestrutíveis no Brasil”.
Durante o discurso, Lula ainda brincou com os militantes petistas e disse que hoje não iria falar sobre a ministra Dilma Rousseff. O ato está reservado para amanhã quando sua missão é “convencer [os petistas] que Dilma é a candidata”.
Em cerca de 20 minutos de fala, Lula também pregou a política de alianças. Lembrou das derrotas que teve e destacou que só venceu eleição quando o partido montou um amplo leque, mesmo com a reclamação de correntes internas.
“Lembro quando tentaram vaiar o José Alencar, hoje é nosso herói nacional”.
O presidente também disse que essa luta das correntes internas do partido foi o que permitiu seu crescimento. E que essa fórmula deve ser exportada para partidos de esquerda ao redor do mundo.
Mundo, alias, que deve ser seu objetivo ao sair da presidência. O líder petista quer, a partir de 2011, trabalhar pela integração da América Latina e da América do Sul ao continente africano.
Segundo ele, é preciso que dirigentes sindicais e presidentes de partido intensifiquem o contato com líderes de outros países. Somente com a integração, disse, será possível enfrentar os problemas sociais e de infra-estrutura que barram o desenvolvimento.
Quem como eu viveu os anos da ditadura respeita e valoriza e muito sua passagem pelo governo
Do Blog do Noblat
Enviado por Severino Motta -
19.2.2010
22h26m
Lula: Quem quis acabar com PT, hoje está se acabando
Em seu discurso nesta noite, no 4° Congresso Nacional do PT, Lula lembrou os 30 anos do partido e disse que em momento como o de 2005, quando estourou a crise do mensalão, muitos tentaram acabar com a sigla, mas, hoje, são os críticos que estão se acabando.
“Até compreendo o ódio de alguns que tem do PT. Diziam: Vamos acabar com essa raça, com esse bando. E aqueles que queriam acabar estão quase acabando”, disse Lula, acrescentando que ninguém acaba com um partido que “fincou raízes indestrutíveis no Brasil”.
Durante o discurso, Lula ainda brincou com os militantes petistas e disse que hoje não iria falar sobre a ministra Dilma Rousseff. O ato está reservado para amanhã quando sua missão é “convencer [os petistas] que Dilma é a candidata”.
Em cerca de 20 minutos de fala, Lula também pregou a política de alianças. Lembrou das derrotas que teve e destacou que só venceu eleição quando o partido montou um amplo leque, mesmo com a reclamação de correntes internas.
“Lembro quando tentaram vaiar o José Alencar, hoje é nosso herói nacional”.
O presidente também disse que essa luta das correntes internas do partido foi o que permitiu seu crescimento. E que essa fórmula deve ser exportada para partidos de esquerda ao redor do mundo.
Mundo, alias, que deve ser seu objetivo ao sair da presidência. O líder petista quer, a partir de 2011, trabalhar pela integração da América Latina e da América do Sul ao continente africano.
Segundo ele, é preciso que dirigentes sindicais e presidentes de partido intensifiquem o contato com líderes de outros países. Somente com a integração, disse, será possível enfrentar os problemas sociais e de infra-estrutura que barram o desenvolvimento.
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